Sustentabilidade Reciclagem Preservação 

Desenvolvimento sustentável

Consumo consciente

Todas estas são palavras sobejamente conhecidas e cujo significado e importância não deixa indiferente qualquer ser cidadão consciente, já que está intimamente relacionado com a conservação do planeta, da natureza, da sociedade …. enfim, de tudo, tal como hoje o conhecemos e nos reconhecemos!

A relevância deste tema é-nos também revelada pela vasta abrangência de público que lhe está afecta, uma vez que trata de assuntos absolutamente transversais a toda a sociedade, não olhando a possíveis sectores fracturantes como os social, cultural, económico, religioso, nacional, etc … mas antes, apelando a uma consciência e consciencialização comuns, à unificação de esforços entre seres humanos, que se querem determinados, activos e actuantes, sob pena de perdermos aquilo que não nos foi dado, mas que herdamos e é de todos … a Terra e toda a sua diversidade.

Não serve este post, para reforçar toda a farta informação que existe sobre este temas e mais abordar várias situações que, no fundo do fundo, têm como mensagem sub-reptícia: pensar no passado para não cometermos os mesmos erros, pensar no presente para usufruirmos dos recursos com inteligência e pensar no futuro para que as próximas gerações possam viver com condições dignas e segurança, senão melhores, pelo menos iguais às actuais.

Serve este post, para tentar descortinar formas de aproveitar este tema tão rico e vasto, nas nossas práticas lectivas, promovendo a formação de cidadãos conscientes dos seus deveres e das suas obrigações e interventivos na sociedade actual, numa escala internacional e multidisciplinar.

A abordagem deste tema em sala de aula pode ser vista como uma verdadeira oportunidade de aprendizagem. Isto decorre da centralidade, transversalidade e actualidade deste tema.

Existem vários documentos disponíveis que podem auxiliar o professor na abordagem ao desenvolvimento sustentável. Aliás, é de relembrar que a década de 2007-2014, na qual nos encontramos, foi declarada como a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (DNUEDS) , sendo que, em cada ano é proposto um tema para reflexão.

Pode salientar-se uma série de orientações publicadas pela Direcção-geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC), contendo um conjunto de informações e de propostas de trabalho a desenvolver pelos professores com os seus alunos, e que se enquadra no âmbito da Colecção “Educação para a Cidadania”, nomeadamente:

Guião de Educação Ambiental – conhecer e preservar as florestas

Guião de Educação para a Sustentabilidade: Carta da Terra

Guião de Educação do Consumidor

Guião de Educação para os Direitos Humanos

Decorrente da centralidade, transversalidade e actualidade deste tema, a abordagem do desenvolvimento sustentável em sala de aula deve ser vista pelo professor como uma oportunidade!!!

Uma oportunidade para promover um ensino-aprendizagem articulando conteúdos da disciplina com temas actuais, de impacto sócio-económico, de relevância para uma vivência saudável da cidadania, e cuja abordagem pode ser efectuada numa  perspectiva de CTSA.

Uma oportunidade para planificar uma aula baseada na resolução de problemas, os quais podem derivar de uma notícia ou acontecimento e desenvolver a discussão de ideias. É, pois, uma oportunidade primordial para desenvolver a aula em torno de uma questão-problema.

Uma oportunidade de colocar o aluno no centro da aula, para que este assuma um papel activo na construção do seu conhecimento, partindo de temas lhe são conhecidos e que, possivelmente, se sente relativamente à vontade para expor e debater.

Uma oportunidade de desenvolver a multi e interdisciplinaridade curricular e, inclusivamente, dinamizar um projecto capaz de envolver toda a comunidade educativa.

Durante todo este processo de ensino-aprendizagem, o professor deve ter em mente a preocupação de fomentar nos alunos um sentimento de cidadania consciente, de os responsabilizar  para a situação do meio ambiente e de os sensabilizar para a participação em acções cívicas (como a “Limpar Portugal“) ou em simples acções de cidadania, mesmo, a viverem de acordo com a política dos RRR: Reduzir, Reutilizar, Reciclar e de um consumo responsável.