Na condição de aluna do Mestrado em Didáctica, eis chegada a hora de começar a definir o assunto a tratar naquele que será o culminar o curso de mestrado: o trabalho de investigação.

Curiosamente, o simples facto de tentar clarificar o tema ou assunto a tratar, pode conduzir a uma actividade de “brainstorm” profunda . . . mas que se espera fecunda.

Emergem várias interrogações . . .

… Qual a temática que gostaria de abordar?

… Qual o assunto que melhor contribuirá para o meu desenvolvimento, quer profissional, quer pessoalmente?

… Em que medida é que a práticas diária da docência e as suas actividades envolventes se podem articular, realmente, como um projecto de investigação?

Provavelmente todas estas interrogações são bastante intuitivas ou imediatas, pelo que a novidade a elas inerente será pouca, ou mesmo, nenhuma. Contudo, não se deve descurar o denominador que as eleva no nível de singularidade, ou seja, a subjectividade individual – nomeadamente no que se prende com áreas de conhecimento preferenciais, a especificidade do local de trabalho, recurso disponíveis e, bastante importante, se como as respostas a estas perguntas acarretam mais-valias à construção de um projecto maior que é uma carreira docente coerente, profícua e útil, enquanto indivídua, cidadã e profissional.

O estabelecimento de ensino onde lecciono tem um papel bastante activo no que se refere à participação e desenvolvimento de múltiplos projectos, quer destinados à própria comunidade escolar, quer a nível nacional e internacional. Não tenho ficado alheia a toda esta actividade, tendo já realizado e dinamizado algumas actividades no âmbito da Física e da Química, sempre com o envolvimento dos alunos, e participado numa formação para professores em CLIL – Content and Language Integrated Learning, no âmbito do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida, a qual me abriu os olhos para novos horizontes, levando-me mesmo a crer que o ensino, mais cedo ou mais tarde, passará a ser encarado como um domínio internacional, ao invés de nacional, bem como, valorizará interdisciplinaridade, de forma a formar cidadãos conscientes e mais preparados para os desafios a sociedade e o mundo actuais lhes colocam.

Se se atender a algumas das políticas e actividades dinamizadas pela União Europeia, estas ideias serão reforçadas, pois, com certeza, não passarão despercebidos os vários incentivos na área da Educação, no que concerne à formação de professores e jovens, através de vários programas, muitos dos quais subsidiados.

Possivelmente, esta conjuntura não é alheia ao facto de, actualmente, se começar a introduzir na educação uma dimensão mais “europeísta”, de acordo com a qual o professor se deve assumir-se cada vez como um “professor europeu” e direccionada no sentido de formar cidadãos europeus.

Pelo exposto, uma investigação sobre estes tipos de projectos, sejam internacionais, sejam interdisciplinares, ou mesmo que a articulação entre ambos, parece-me aliciante e pertinente, já que uma temática na qual se estão a dar os primeiros passos, mas que num futuro próximo, poderá influenciar a formação de professores. Para além disto, a exploração desta temática e o seu “outcome”, trarão mais-valias que poderão ser igualmente desfruídas por mim e pela instituição na qual desenvolvo a minha actividade docente.

São ainda muitas as considerações, pesquisas e reflexões a fazer … mas já transpus algumas barreiras, já encontrei um rumo!